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Quão doce e solene é aquele lugar

Alba Calvo encontrou Sete Rios e depressa conquistou cada um, pela benção que ela é. 
Já no país vizinho, sua terra natal, Alba, que entretanto se tornou uma amiga, escolheu este hino de Isaac Watts, tendo no seu coração o desejo que cada um sinta o mesmo gozo que ela sentiu.

Quão solene e doce aquele lugar onde mora Cristo o Senhor! 
Lucas 14:16-23 Um certo homem fez uma grande ceia, e convidou a muitos.E à hora da ceia mandou o seu servo dizer aos convidados: Vinde, que já tudo está preparado. E todos à uma começaram a escusar-se. Disse-lhe o primeiro: Comprei um campo, e importa ir vê-lo; rogo-te que me hajas por escusado. E outro disse: Comprei cinco juntas de bois, e vou experimentá-los; rogo-te que me hajas por escusado. E outro disse: Casei, e portanto não posso ir. E, voltando aquele servo, anunciou estas coisas ao seu senhor. Então o pai de família, indignado, disse ao seu servo: Sai depressa pelas ruas e bairros da cidade, e traze aqui os pobres, e aleijados, e mancos e cegos. E disse o servo: Senhor, feito está como mandaste; e ainda há lugar. E disse o senhor ao servo: Sai pelos caminhos e valados, e força-os a entrar, para que a minha casa se encha.




Quão doce e solene aquele lugar,

Quão doce e solene aquele lugar
com Cristo dentro das portas,
ali o seu eterno amor expõe
o melhor dos seus manjares.

Enquanto todos os nossos corações
e todas as nossas músicas
se unem para admirar o festim,
cada um de nós clama com línguas agradecidas:

"Senhor, por que me convidaste a mim?

Por que me fizeste ouvir a tua voz
e entrar enquanto há lugar,
quando milhares fazem a miserável escolha
e preferem morrer à fome a vir?"

Foi o mesmo amor que o manjar serviu,
Que docemente a entrar nos levou; 
senão teriamos ainda recusado provar 
e perecido no nosso pecado.

Tem piedade das nações, ó Deus nosso!
Constrange a terra a vir;
envia a tua vitoriosa palavra ao exterior 
e traz a casa os estranhos,

Nós ansiamos ver as tuas igrejas cheias;
que toda a raça escolhida possa, 
a uma voz,  com um coração e alma,
cantar da tua graça redentora.

Tradução: Alba Calvo
Revisão: Nigel Thomas e Luís Diniz

Mãe

No Dia das Mães o Filipe Santos partilhou o seu dom connosco ao ler-nos:

Mãe

Olha, meu filho, quando, à aragem fria
De algum torvo crepúsculo, encontrares
Uma árvore velhinha, em modo e ares
De abandono e outonal melancolia,

Não passes junto dela, nesse dia
E nessa hora de bênçãos, sem pares;
Não vás, sem longamente a contemplares;
Vida cansada, trémula e sombria.

Já foi nova e floriu entre esplendores;
Talvez em derredor dos seus amores,
Ainda haja filhos que lhe queiram bem...

Ama-a, respeita-a, ampara-a na velhice;
Sorri-lhe com bondade e com meiguice;
Lembra-te, ao vê-la, da tua própria Mãe!

António Correia de Oliveira
8 de Maio 2011

A Bíblia Sagrada


A bíblia, obra sagrada,
Está comigo na estrada.
É a luz do meu caminho,
É a flor, não é espinho,
É palavra da verdade.
A bíblia, obra sagrada,
Em toda a minha jornada
Sempre as respostas me deu.
Mostrou-me o caminho certo
Dois grandes braços abertos,
Caminho que leva a Deus.
Eu li na bíblia sagrada
Perguntas com solução,
Saciou a minha fome,
Quando me faltou o pão.
Sarou a minha ferida,
Se alguém de forma atrevida
Feriu o meu coração.
Este é o livro dos livros,
Testamento antigo e novo.
Se a tristeza bate à porta,
A Bíblia é meu consolo.
Fechada é como um livro,
Mas aberta, fala ao povo.
Foi nela que descobri
Que só existe um caminho.
São inúteis os atalhos
Que apenas nos dão trabalhos.
Pois somente com Jesus,
Vencendo a morte na cruz,
Veremos Deus de pertinho.
Bem atento às escrituras
Nunca perca a esperança,
E subirá como a águia,
Renascerá qual criança.
Se seguirmos este livro,
Nos promete Jesus Cristo,
Temos vida de bonança.
Está na bíblia sagrada
Que de Deus vem água pura,
Pois Ele dá vista ao cego
Li também nas escrituras,
Que transforma o homem velho
Numa nova criatura.
Vamos viver a palavra,
Guardá-la no coração.
Não pecar contra o Senhor,
Pois já fomos resgatados
Pelo autor da criação.
Creio na bíblia sagrada,
Pois nela Deus prometeu,
Dar-nos uma vida eterna
Com os escolhidos seus.
Não duvido nenhum dia,
Porque essa profecia
Foi revelada por Deus.

Josué F. de Souza
Adaptada por Luís Urbano

Abril 2011

Quem sou eu que vá?

Êxodo 3:11

A Tua ordem ecoa aos meus ouvidos
Insistente,
Clara,
Urgente:
- “Vem… Agora… Eu Te Enviarei…
Dá a Mensagem… Actua…
Esta É A Parte Tua,
A minha Eu cumprirei”


- Senhor, tens a certeza
Que a ordem é para mim?
Quem sou eu para tornar-me
Um colaborador Teu,
Para levar a tarefa até ao fim?
“Vem”?! Mas se eu não sou ninguém!
Não tenho dons comprovados
E as minhas possibilidades e o meu tempo
Estão enormemente limitados…”

- “Que desculpa tão fraca dás a Deus!
Não sabes que conheço até o teu pensar
Antes que o manifestes?
Quem é “Alguém” perante mim,
Se eu não for com ele,
Se não o abençoar e não o dirigir
Quer por caminhos fáceis ou até mesmo duros
Por veredas agrestes, meandros inseguros?

- “Sim, Senhor, eu Vou, aceito a Tua ordem.
Mas o “Agora” é exigência que não posso cumprir.
Agora” estou embrenhado
Em trabalhos complexos.
Espera até que me liberte destas lides
E, quando isso acontecer,
Eu “Vou”, estou pronto, então, a obedecer”

- “Agora – é a hora crucial da urgência:
É o tempo certo! Não podes protelar!
A tarefa é árdua, a “Mensagem” ingente.
Se tu não fores “agora”
Tudo pode falhar…
Vai… agora…dá a mensagem… actua!...
Só assim obedeces, cumpres o teu dever
De crente redimido
Que tem uma “Mensagem” para dar
Uma disponibilidade a cem por cento
Para escutar e “ir”.
Convida… Trabalha… Ora…
Há muito para fazer no nosso Portugal.
Braços cruzados nunca foram lema
Dum servo dedicado, dum seguidor leal.
Nem bocas fechadas e exemplos nefastos
São próprios de um converso
Chamado a palmilhar horizontes mais vastos
Horizontes onde o amor pelas suas almas perdidas
Norteia os passos e dirige vidas”

- Perdoa, Senhor, tão grande insensatez.
Eu “Vou” sem mais demora,
Levarei a “Mensagem” fazendo a minha parte,
E Tu, que és bom e justo,
Prometes e não falhas,
Fortifica a semente lançada campo fora.
E, não sendo eu “Ninguém”,
Nas Tuas mãos que abençoam e guiam,
Minha fraqueza se tornará em força
E, usado por Ti, serei, então, “Alguém


Poema de Odete Felizardo Gomes
In “Barro em Suas mãos”
(dito por Beatriz Augusto,
durante o culto Missões Mundiais,
em Sete Rios 25 de Abril 2010)

Os Olhos do Poeta

No dia Mundial da Poesia Filomena Branco escolhe
Manuel da Fonseca, Poemas Completos, Portugália

O poeta tem olhos de água para reflectir em todas as cores
do mundo,
e as formas e as proporções exactas, mesmo das coisas que
os sábios desconhecem.

Sete Rios 21 de Março 2010

CONFIANÇA

O que é bonito neste mundo, e anima,
É ver que na vindima
De cada sonho
Fica a cepa a sonhar outra aventura...
E que a doçura
Que se não prova
Se transfigura
Numa doçura
Muito mais pura
E muito mais nova...

Miguel Torga

escolha de Eunice Duarte
Sete Rios, Janeiro de 2010

Adeus - Eugénio de Andrade




Eugénio de Andrade (1923-2005)





dito por Mário Viegas






Adeus

Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mão à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.


Meto as mãos nas algibeiras
e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro!
Era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.


Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes!
e eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
no tempo em que o teu corpo era um aquário,
no tempo em que os meus olhos
eram peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor...,
já se não passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus.

Uma escolha de Manuela Lourenço Marques
Julho 2009

na hora de pôr a mesa, éramos cinco




na hora de pôr a mesa, éramos cinco:
o meu pai, a minha mãe, as minhas irmãs
e eu. depois, a minha irmã mais velha
casou-se. depois, a minha irmã mais nova
casou-se. depois o meu pai morreu. hoje,
na hora de pôr a mesa, somos cinco,
menos a minha irmã mais velha que está
na casa dela, menos a minha irmã mais
nova que está na casa dela, menos o meu
pai, menos a minha mãe viúva. cada um
deles é um lugar vazio nesta mesa onde
como sozinho. mas irão estar sempre aqui.
na hora de pôr a mesa, seremos sempre cinco.
enquanto um de nós estiver vivo, seremos
sempre cinco.
José Luís Peixoto, A Criança em Ruínas, edições quasi, 2003




um poeta e um poema seleccionado por Eunice Duarte
em 27 de Junho de 2009


blog de José Luis Peixoto

Pleno de Vida Agora


Walt Whitman
(1819-1892)

um poeta e um poema escolhido, em 25 Junho 2009, por Filipe Santos



Pleno de vida agora, concreto, visível,
Eu, aos quarenta anos de idade e aos oitenta e três dos Estados Unidos,
A ti que viverás dentro de um século ou vários séculos mais,
A ti, que ainda não nasceste, me dirijo, procurando-te.

Quando leres isto, eu que era visível, serei invisível,
Agora és tu, concreto, visível, aquele que me lê, aquele que me procura,
Imagino quanto serias feliz se eu estivesse a teu lado e fosse teu companheiro,
Sê tão feliz como se eu estivesse contigo. (Não penses que não estou agora junto a ti!)

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